terça-feira, 18 de dezembro de 2007


Foto- La Rosa 2005/2006

AMBER- 311

Brainstorm, take me away from the norm
I got to tell you something
This phenomenon, I had to put it in a song
And it goes like
Whoa, amber is the color of your energy
Whoa, shades of gold displayed naturally
You ought to know what brings me here
You glide through my head blind to fear
And I know why
You live too far away
Your voice rings like a bell anyway
Don't give up your independence
Unless it feels so right
Nothing good comes easily
Sometimes you gotta fight
Launched a thousand ships in my heart
So easy, still it's fine from afar
And you know that
Whoa, brainstorm take me away from the norm
Whoa, I got to tell you something


*The ocean, aproaching and disconecting people!
Antonio Poteiro- Pintor Goiano maravilhoso!
1001 noites” (2004)

Móveis Coloniais De Acaju - Seria O Rolex?
Leonardo Bursztyn

Minha doce dor se esconde
Por trás de um sorriso
Comprado, corrompido
Feliz fingido
Penso, dispenso explicações
Não controlo meu super-ego
Impossível entender minha tristeza
Já desisti não existe porquê
Sou apenas mais um alegre deprê
Busquei em vão
Identificar
Motivos para não
Querer te guardar

*Nada pessoal...só consideração do momento oportuno mesmo...
Hoje, especialmente risonha, conformada, agradecida, e amada!
Wassily KandinskyComposição Clara, 1942


REBENTO- Elis Regina

Rebento, substantivo abstrato
O ato, a criação e o seu momento
Como uma estrela nova e sedu baratoque só
Deus sabe lá no firmamento
Rebento, tudo que nasce é
Rebento
Tudo que brota,
Tudo que vinga,
Tudo que medra
Rebento raro,
como flor na pedra
Rebento farto, como trigo ao vento
Outras vezes rebento simplesmente
No presente do indicativo
Como a corrente de uma cão furioso
Com as mãos de um lavrador ativo
Ás vezes só porque fico nervosa
Eu Rebento ou necessariamente
só por que estou viva Rebento
reação imediata
A cada sensação de abatimento
Eu Rebento
O coração dizendo bata
A cada bofetão do sofrimento
Eu Rebento
Como um trovão dentro da mata
E a imensidão do som desse momento

Sinto-me extremamente grata por ter feito parte na vida de pessoas especiais e que eu amo muito, elas me ensinaram a renascer, dar a volta por cima, me ensinaram a amar e nao ter vergonha desse sentimento...
Sao minha familia de coração por toda a vida!!!
Ps: Aqui em Brasilia me sinto tao bem, ja tinha me esquecido como é bom me sentir assim...tao querida!!!

domingo, 16 de dezembro de 2007

(Di Cavalcanti)


POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria

É como um fio telegráfico da estrada

Aonde vêm pousar as andorinhas...

De vez em quando chega uma

E canta(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)

Canta e vai-se embora

Outra, nem isso,

Mal chega, vai-se embora.

A última que passou

Limitou-se a fazer cocô

No meu pobre fio de vida!

No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:

As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana - Preparativos de Viagem




Gênio!!!!!!!!!

Na vida o que liga a saudade é uma jornada, não um interruptor!

Mangotu - Courage of the Shark :Todd Couper (1974-)



Pessoas como eu não sabem sentir saudades, não sabem gostar de ninguém...Só sabem viver em sua imensa conveniência.
No entanto, não se enganem que quando se vive assim só se encontram alegrias; quem vive assim tem sempre algum grande motivo pra se tornarem egoístas, defensivos e antidemocráticos.
Não se trata de demagogia, se trata de defesa.
Se alguém me pergunta o que eu escolho, imediatamente respondo que escolho o amor, aquele que cresce com o tempo e com as barreiras, que se entende no silêncio, se completa no olhar, faz-se amigo e encanta; mas então eu me vejo assim com saudade de algo, que pra mim é importante, e procuro mil razões pra simplesmente me magoar e lembro que nao sei gostar.
A saudade me deixa aparentemente burra, e logo me vejo obrigada a mudar o rumo, a fingir nao valer a pena lembrar enquanto na verdade, eu estou ruminando as lembranças.
Orgulho...
Excesso de informação. É muito mais fácil escolher outra coisa,outro alguém, embarcar num novo momento que lutar por aquilo que seu coração pede, amar é para os burros hoje em dia. Lutar por alguém, enquanto existem milhões de outros "alguéns" esperando por tudo o que se quer despejar e eles prontos a receberem, não há mais razão para conquistar e manter.
Por isso não gosto da saudade, me faz lembrar que amigos e amores vem e vão na velocidade do tempo e que eu tento conservar intacto sentimentos que já não tem mais sentido algum para aqueles que um dia partilharam da mesma intenção.
Mas hoje tá chovendo...e eu estou de mal humor!


La Rosa


Ouvindo: Madelaine Perroux- smile, Louis Armstrong- Would you like to take a walk? e julie London- Everytime we say goodbye.



sábado, 15 de dezembro de 2007

Quadro- Di Cavalcanti (sem título, Óleo sobre tela, 72 x 92 cm)

Ontem Ao Luar
Catulo Da Paixão Cearense E Pedro Alcântara


Ontem, ao luar,nós dois em plena solidão
Tu me perguntaste o que era a dor de uma paixão.
Nada respondi, calmo assim fiquei
Mas, fitando o azul do azul do céu
A lua azul eu te mostrei
Mostrando-a ti, dos olhos meus correr senti
Uma nívea lágrima e, assim, te respondi
Fiquei a sorrir por ter o prazer
De ver a lágrima nos olhos a sofrer
A dor da paixão não tem explicação
Como definir o que eu só sei sentir
É mister sofrer para se saber
O que no peito o coração não quer dizer
Pergunta ao luar, travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
Pergunta, ao luar,do mar à canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão
Se tu desejas saber o que é o amor
E sentir o seu calor
O amaríssimo travor do seu dulçor
Sobe um monte á beira mar, ao luar
Ouve a onda sobre a arei-a a lacrimar
Ouve o silêncio a falar na solidão
De um calado coração
A penar, a derramar os prantos seus
Ouve o choro perenal
A dor silente, universal
E a dor maior, que é a dor de Deus



Catullo da Paixão Cearense, nascido em São Luiz, em 8 de outubro de 1863, entrou definitivamente para os anais da música brasileira ao trazer o violão das rodas de seresteiros para os conservatórios de música em 1908







Nao sei se é sonho

Não sei se é sonho, se realidade,

Se uma mistura de sonho e vida,

Aquela terra de suavidade

Que na ilha extrema do Sul se olvida.

É a que ansiamos.

Ali, ali,A vida é jovem e o amor sorri.

Talvez palmares inexistentes

Áleas longínquas sem poder ser,

Sombra ou sossego dêem aos crentes

De que essa terra se pode ter.

Felizes, nós?

Ah, talvez, talvez,

Naquela terra, daquela vez.

Mas já sonhada se desvirtua,

Só de pensá-la cansou de pensar,

Sob os palmares, à luz da lua,

Sente-se o frio de haver luar.

Ah, nesta terra também, também

O mal não cessa, não dura o bem.

Não é com ilhas do fim do mundo,

Nem com palmares de sonho ou não,

Que cura a alma seu mal profundo,

Que o bem nos entra no coração.

É em nós que é tudo.

É ali, ali,

Que a vida é jovem e o amor sorri.

Fernando Pessoa

*Humildade, algo necessário...mas que não se adquire tao facilmente....
Sinceridade, importante...mas ou voce tem...ou jamais vai encontrar
Saudade...algo pra quem tem humildade de assumir e sinceridade ao sentir...
Eu me sinto assim agora...
Ps: ouvindo Tim Maia- Azul da cor do mar...