quinta-feira, 5 de junho de 2008

O amor do meu mundo!


O amor pra mim é aquilo que ainda vai ser, é algo que vivo sempre esperando e talvez nem queira que aconteça, por medo de nao ser. É para mim algo que eu quero guardar em uma caixa com laço de seda, que nao se perca no tempo, que exista o valor...
Amar é um estado de espírito, ou talvez seja seu espirito, o que prova o amor pra mim, é a coragem que alguem tem de se declarar entregue a esse sentimento!
Para alguns amigos o amor é tudo, respeito compreensao, dedicaçao carinho, para outros o amor nem existe e acreditem: sao pessoas que nao cansam de me surpreender por suas atitudes que nem sempre sao coerentes, alguns deles o amor é descobrir no outro algo que te complete, algo que seja mutante, intenso!
Existe um amor que so aparece quando o outro escuta o não, o amor das mães que implica sempre na renuncia e o amor de longe que está sempre a espera e nunca ao alcance...
O amor pra mim...enfim nao precisa ser eterno, nem único, tampouco real, mas precisa sempre balançar a minha alma, me deixar ligada, feliz e que no meio da bagunça ainda assim consiga soprar a paz que eu experimento em minha solidão.
O mais dificil pra mim, não é mostrar o amor, mas deixar ele chegar!

Ao acaso- Paralamas


Leio e penso em tom intenso
Então me entrego
E digo a mim mesmo:
Hoje eu não te vejo
Ainda assim te mando beijos
Não me nego
A te encontrar mais cedo
E rezo: peço teu desejo
Já vai longe o dia
Em que eu me entregava ao choro
E nada havia:
Me anulei demais
Mas em dado instante
Despertei, pensei:
Como é importante
O que o vento traz
Ao acaso
Não vê que a casualidade
É uma força
Inesgotável
Se eu me atraso
Eu me entrego, baixo a guarda
E vejo meu querer ficar
Quase incontornável
Isso foi um grande amigo que me mandou...sobre o amor universal....sobre o mistériodo planeta, mostrando que seu coraçao vagubundo guarda o mundo nele...acho legal como alguem vai construindo sua história!

A paz- Zizi Possi

A paz invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadiu meu destino...
A pazComo aquela grande explosão
Uma bomba sobre o
JapãoFez nascer um Japão na paz
Eu pensei em mim, eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim, vim parar na beira do cais
Aonde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ais
A paz invadiu o meu coração...
A paz fez um mar da revolução...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Soneto de fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Para mim...isso é o real sentido do amor...essa é a real beleza em ver sua mao gelar e com o tempo suavizar a emoção, ao admirar alguém para sempre!

Amigos são....

Arte: Ricardo Queiroz- designer!

Já que é para amar... Nao posso me esquecer que a vida também é feita de amigos, aqueles que nascem com palavras, que se mostram na saudade, há os que estão ali ocupando um espaço provisório, outros qeu mudaram seu destino, os que brigam e os que sem falar nada te amam pelo simples fato de compartilharem as risadas!

Eu sei que vários passaram, passarão e passarinho...Mas todos os amigos que eu conquistei são parte daquilo que me tornou real, do que me fez amor e abriram os caminhos para aqueles que ainda vou amar!

São estes amigos que fazem sua bagagem ter história e saudade...

Os amigos são o amor, a família e tudo aquilo que levaremos sempre em nossas vidas como um grande motivo pra sorrir!

Nada melhor que estes, para estarem na semana do amour toujour!

E viva o amor!


Quer seja curto ou comprido
Quer seja fino ou mais grosso
É um órgão muito querido
Por não ter espinhas nem osso
De incalculável valor
Ninguém tem um a mais
E desempenha no amor
Um dos papéis principais
Quando uma dama aparece
Ei-lo a pular com fervor
Se de um rapaz, estremece
Se de velho, tem pouco vigor
O seu nome não é tão feio
Pois tem sete letrinhas só
Tem um R e um A no meio
Começa em C e acaba em O
Nunca se encontra sozinho
Vive sempre acompanhado
Por outros dois orgãozinhos
Junto de si, lado a lado
Os nomes destes, porém,
Não geram confusões
Têm sete letras também
Tem L e acabam em ÕES
Prá acabar com o embalo
E com essas más impressões
Os órgãos de que eu falo...
São o coração e os pulmões. ( D/A )


Cada um ama como quer...esse é o primeiro poema da semana amour toujour!

sábado, 31 de maio de 2008

É a chuva chovendo...


Ela era senhora de si, caia em estado de graça.
Agora talvez soubesse sentir o gosto bom de estar leve e sozinha
Seus sentidos eram seus e o controle estava ali à sua disposição, o controle do silencio que reinava dentro dela.
Não era preciso que se enchesse de luz, para perceber que as possibilidades reais eram tambem uma opção que reservava seu charme.
Ser poético agora era apenas estar viva e participar verdadeiramente de cada momento, não era mais sonhar, ganhar asas no impossível.
Sabia finalmente carregar tudo o que era bom, sem alardear tudo o que aprendia, mas enfim foi verdadeira ao compartilhar!
Tinha um foco a seguir, seu roteiro era pra ser feliz, ou permanecer com aquela felicidade que podia sentir novamente.
Ganhar asas nunca foi tao bom, e acima de tudo porque soube conquistá-las, prevendo cada detalhe sórdido, ela desenhava a canção, fazendo uma sinfonia intensa em cada aresta.
Previa simplicidade, e se admirava com cada um deles que apareciam, sua felicidade começou a existir no espírito da criança que agora estava dentro dela.
Era esse espírito infantil que acalmava seu coraçao, eram as violetas qeu curavam tudo, a vela que mexia com aquele mínimo fogo de sua alma, mas que demonstrava força ao olhar mais de perto, a casa estava em ordem.
Nao era mais importante que existisse nada, a não ser sua vontade de continuar conquistando sua tranquilidade, sempre colorindo seu mundo e sentindo como é cada cor...
Sua nova posiçao era só sua no mundo inteiro, mesmo sabendo que ninguém era igual.
Fazer sentido era fazer apenas, era simplificar mas sem reduzir...