quarta-feira, 6 de maio de 2009

O amor perfeito!




Incontentado- Olavo Bilac



Paixão sem grita, amor sem agonia,
Que não oprime nem magoa o peito,
Que nada mais do que possui queria,
E com tão pouco vive satisfeito...
Amor, que os exageros repudia,
Misturado de estima e de respeito,
E, tirando das mágoas alegria,
Fica farto, ficando sem proveito...
Viva sempre a paixão que me consome,
Sem uma queixa, sem um só lamento!
Arda sempre este amor que desanimas!
Eu, eu tenha sempre, ao murmurar teu nome,
O coração, malgrado o sofrimento,
Como um rosal desabrochado em rimas.

Tudo e nada!



O nada é algo que jamais vai existir porque nele não existe nem o espaço, isto é, não há coisa alguma e nem um lugar vazio para caber algo, mas será que é porque está cheio ou porque ainda não foi criado, veja bem que não é algo que não exista, ele existe só não foi criado...estranho mas salutar pra contrapor nossa existência repleta de tudo.
Analisando o tudo entendemos que ele é, algo que se criou em demasia, sem equilíbrio e fora de controle.
Algumas filosofias orientais acreditam que através da ignorância e da inércia, o indivíduo encontra o máximo de sua elevação, seria esse o nada?
Meu humilde espírito ignorante vive no tudo, mas desejando sempre o meio termo algo sadio e monótono pra esperar as horas e para sentir a paz, não é florear a existência é apenas um nada com informações, um nada criado e controlado.
Quero um vazio que caiba algo, mas que seja limitado ao que meu corpo consegue absorver e equilibrar, sem excessos e descubro que quero TUDO IGUAL A TODO MUNDO!
Mas ai já é outra história!

É a minha vez!



Mas é claro que eu sei...e cada vez que me interrompe eu penso que está me chamando de demente, então vou te explicar porque pra mim o burro é você, mas vamos lá:
Mulher tem o sexto sentido mais aguçado do mundo e eu ainda conto com o meu bom senso, no entanto prefiro ignorar os dois e seguir imaginando!
Por favor não interrompa meus sonhos com míseros lampejos de realidade porque eu não quero ouvir e infelizmente o que você vem me falar eu já sei há muito tempo, então pra que despedirçar tempo e sílabas comigo?
A minha vida está nos sonhos e se você quebra isso, eu te odeio e com toda razão, e não quero contribuições pra sonhar, porque encaro como esperança de se tornar real entende?!
Tudo o que eu quero é minha mente intacta de opiniões burras, de agressões à minha ideologia e estilo, e ouso pedir ainda pra que seja apenas o espectador, mesmo que em meus pensamentos seja o ator principal.
É só isso que quero, quero a minha vez e uma luz pra olhar, uma luz pra não ir embora e me manter viva e sorrindo mesmo que seja por orgulho, ou despeito ou loucura caso contrário eu viro uma pequena fera!
Fair enough não?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Discussão



Se você pretende sustentar opinião
E discutir por discutir
Só prá ganhar a discussão
Eu lhe asseguro, pode crer
Que quando fala o coração
Às vezes é melhor perder
Do que ganhar, você vai ver
Já percebi a confusão
Você quer ver prevalecer
A opinião sobre a razão
Não pode ser, não pode ser
Prá que trocar o sim por não
Se o resultado é solidão
Em vez de amor, uma saudade
Vai dizer quem tem razão

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tuuuuumm psssss....



Cada batida de prato era um ai no meu peito, era a vida me empurrando pro abismo num amor noir e sempre sem saber qualquer signficado, eram as dores de todos os rios que derramei no escuro.
Aquela velha conhecida, subia na fumaça do meu chá quente, e entrava em minha alma cortando a esperança que tinha raízes mais profundas que qualquer outro mato que cresce como praga.
Tudo vinha no sonho, a noite era a hora mais dificil de se encarar a vida, vida que passava sem glória, sem pudor de ser mesquinha como era...
O sorriso de estrelas encoberto por nuvens, por sonhos e por distâncias medidas em constelações, entregava o soldo de um amor mal acabado que beijava meu rosto a cada anoitecer.
Povoava minha mente em todas as arestas e consumia o resto de vida que havia, não deixando outro desejo em mim que não fosse querer o céu!

Mandingueira



Passeia, ilesa
Desliza na correnteza
É isca, e fisga
Sinuosa e sorrateira
É corda, de roda
Armadilha mandingueira
É flecha e cega
O coração quando acerta
É fria e brilha
Faz com que o olhar se perca

Tua beleza, esplendor da natureza
Tudo despreza
E não vale o quanto pesa

Passeia, ilesa
Desliza na correnteza
É isca
Sinuosa e sorrateira
É corda, de roda
Armadilha mandingueira
É flecha e cega
O coração quando acerta
É fria e brilha
Faz com o olhar se perca

Embassa, a minha bossa
Embala a minha fossa

É fria e brilha
Faz com o olhar se perca