sábado, 4 de setembro de 2010

Paquetá

Ah, se eu aguento ouvir
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereço enfim.

É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assim

Eu zanguei numa cisma, eu sei
Tanta birra é pirraça e só
Que essa teima era eu não vi
E hesitei, fiz o pior
Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair

(tsc tsc)

Mas não deixei
Peguei no ar
E hoje eu sei
Sem você sou pá furada.

Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.

Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso, bem, fez-se esse nó.

E desse engodo eu vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida é aí
O meu pôr do sol.

sábado, 28 de agosto de 2010

Chaplin


Um brinde a todos no final de semana, para baixar a filmografia do mestre em preto e branco, basta clicar aqui!

Woody Allen- Annie Hall


Para baixar o filme basta clicar aqui.
Para baixar o script, clicar aqui.
Para assistir e ser feliz com a genialidade absurda do mestre do sarcarsmo mais real já visto!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Muppet Babies

Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um chalé.

Na porta do chalé brilhava
um grande ovo de louça azul.

Neste ovo costumava pousar
um pombo branco.

Ora, nos dias límpidos,
quando o céu ficava da mesma
cor do ovo de louça,
o pombo parecia pousado no ar.

Eu era criança,
achava essa ilusão maravilhosa e
sentia-me completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha
janela dava para um canal.

No canal oscilava um barco.
Um barco carregado de flores.
Para onde iam aquelas flores?
Quem as comprava?

Em que jarra... em que sala,
diante de quem brilhavam,
na sua breve experiência?
E que mãos as tinham criado?

E que pessoas iam sorrir de
alegres ao recebê-las?

Eu não era mais criança,
porém minha alma ficava
completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um terreiro,
onde uma vasta mangueira
alargava sua copa redonda.

À sombra da árvore, numa esteira,
passava quase o dia todo sentada
uma mulher, cercada de crianças.
E contava histórias.

Eu não podia ouvir, da altura da janela,
e mesmo que a ouvisse, não entenderia,
porque isso foi muito longe,
num idioma difícil.

Mas as crianças tinham tal expressão
no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que na minha janela havia um pequeno jardim seco.

Era um tempo de estiagem,
de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.

Mas todas as manhãs vinha um pobre
homem com um balde e em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas
de água sobre as plantas.

Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas,
para o homem, para as gotas de
água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava
completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante
de cada janela, uns dizem que essas
coisas não existem, outros que só
existem diante das minhas janelas
e outros finalmente, que é preciso
aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecilia Meireles

domingo, 22 de agosto de 2010

Dia do Folclore

Sempre gostei de lendas, me fazem voar...
Nada melhor para falar sobre lendas, que o pai delas (ao menos em português).
Basta clicar no link e baixar livros do mestre que, tão carinhosamente montou um kit de sobrevivencia para cada um de nós, todo livro contém um par de asas!
Feliz dia do Folclore e que consiga devolver um minuto que seja, da doçura que já experimentou em sua vida!
Permita-se ser criança e bom começo de semana!

Por trás do pedantismo também bate um coração

É exaustivo sim, mostrar sentimento, tecer com letras um papel que mesmo fino, é rijo. Nos fartamos de letras desesperadas em busca de um afago em nosso bombeador, consumimos vidas em busca da nossa própria vida, sentimos propriedade na crítica, nos contorcemos quando a agulha da palavra flecha nossa alma, mas nem assim saímos dessa roda do infortunio.
Pensei em começar falando sobre o trabalho, um local que tem sido como acido em minha boca, bem devagarinho, vem corroendo a língua e ensinando a calar. Acho mesmo que é no trabalho, onde nossa alma engrandece.
Para mim, hoje é dia da profissão, uma oportunidade única para os benditos maldizerem o proximo, nadando em comiseração, bom desempenho e perfeição, um grande lugar para justificar o que tem de melhor em si, passando por cima do próximo.
O post de hoje não tem amargura, tem consciência, de que muitas vezes uma convivencia intensa, pode destruir, mas pode clarear que o seu problema, começa com você.
A todos aqueles que consomem a cor natural dos cabelos com tanta azia, aprendam como eu a lição que tenho tentado viver a duras penas: olhem os trabalhadores acima, pensem em sua nobreza mas, acima de tudo, aprenda com o trabalhador de baixo que, mesmo cansado, nunca disse uma palavra!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Até onde a imginação puder chegar

Procurando algo pra falar, entrei em um site onde mostrava um desenho, pra muitos, um desenho fácil, mas pra mim que só consigo fazer carinha com boquinha reta, tornou-se algo surpreendente.
Basta clicar aqui e aprender a fazer uma pêra, ou aquilo que sua imaginação pedir!
Vai animar?