Quem da solidão fez seu bem Vai terminar seu refém E a vida pára também Não vai nem vem Vira uma certa paz Que não faz nem desfaz Tornando as coisas banais E o ser humano incapaz de prosseguir Sem ter pra onde ir Infelizmente eu nada fiz Não fui feliz nem infeliz Eu fui somente um aprendiz Daquilo que eu não quis Aprendiz de morrer Mas pra aprender a morrer Foi necessário viver E eu vivi Mas nunca descobri Se essa vida existe Ou essa gente é que insiste Em dizer que é triste ou que é feliz Vendo a vida passar E essa vida é uma atriz Que corta o bem na raiz E faz do mal cicatriz Vai ver até que essa vida é morte E a morte é A vida que se quer
Tinha criado coragem pra falar e vi que minha boca tem vida própria, ela sempre diz o contrário da minha alma, então preferi a covardia de letras que nascem sem vida, mas que ainda preservam a força.
Era por isso que sempre recusei suas desculpas, porque sabia que minhas saídas são sempre mais inglórias, e sem qualquer traço de belo, ou seja, eu ia te ferir na falta de jeito e naquilo que mais gosta: sua arte.
Não quero mais ser portadora de rosas brancas, quero ser portadora de rosas vermelhas, e antes que se levante e me entregue a rosa branca, prefiro te deixar seguir, caminhar e voltar com a outra rosa, e sei que ainda pode ser assim.
Prefiro esquecer que o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança, e eu vi isso em nós dois, mas eu não quero que seja assim, sei que uma parte se deve a essa sombra que é a primeira vez, mas sei que a outra parte existe na tentativa de nos curarmos, só porque a gente se entende.
Vou te admirar de longe, e você também vai fazer o mesmo comigo, e quando bater o desejo, a gente deixa guardado nas mãos de alguém que eu não sei quem é, mas que não seja o tempo, nem a saudade, tampouco a lembrança, pode entregar o seu pro fogo e eu entrego o meu pro vento.
O que era pra ser plantado já foi, agora eu quero que seja vermelho, mas de um vermelho raro que leve o tempo que for pra nascer.
Mas e se não nascer?
- Se não nascer, ah! Ai já é outra história...
Nunca se sinta traído pela minha boca, e olha no meu olho quando sentir duvida, é lá que mora minha alma.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Solidão das mais profundas que ja vi!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos! Jean Paul Sartre